24-08-2010 22:58

Livro da 2ª Etapa dos 9° anos do Tiradentes

 

 

                                     2ªEtapa: Menino de Engenho


                      


                                      Resumo



obra Menino de Engenho tem como cenário o interior paraibano, a Fazenda Santa Rosa e o engenho de açúcar do avô do menino Carlinhos. Aos quatro anos de idade, Carlinhos, após a morte da mãe, assassinada pelo pai enlouquecido e posteriormente internado, o menino vai viver na fazenda do avô materno, o senhor de engenho José Paulino. A adaptação de Carlinhos e suas sucessivas perdas estão presentes ao longo da narrativa. A convivência com tio Juca, e a mentalidade machista, revelam na descrição do Emilio a influência da cultura patriarcal e escravocrata, fazendo parte da infância do menino. A cultura e a estrutura do engenho estão centradas na economia açucareira em declínio. A ferramenta que move o engenho é a mão de obra escrava. Negras e negros compõem a estrutura produtiva através de um trabalho escravo, onde a exploração dos trabalhadores e trabalhadoras retrata um painel econômico e social. O senhor de engenho representa o poder econômico, o latifúndio e a exploração do serviço braçal. O contraste entre a Casa Grande e a Senzala, a sociedade hipócrita e sexualmente pervertida, onde a promiscuidade e a exploração sexual das negras fazia parte de uma relação sem escrúpulos do senhor de engenho (dominador) e das escravas negras (dominadas). A narração feita em primeira pessoa pelo protagonista Carlinhos retrata com naturalidade a convivência numa sociedade estruturada no poder senhoril e suas regras de dominação. As negras eram comparadas a animais domésticos, mais ligados à Casa Grande, executando trabalhos sem remuneração que se perpetuavam geração após geração. A gravidez e as doenças venéreas eram uma constante entre as escravas negras exploradas pelos senhores de engenho. Carlinhos se inicia sexualmente com uma escrava e contrai doença venérea, na época motivo de orgulho para um homem. Aos quinze anos Carlinhos é mandado para um colégio interno e deixa o engenho de açúcar do avô José Paulino em vias de decadência com a chegada das usinas de açúcar.


                            Biografia do autor


                                   José Lins do Rego





O jovem José Lins aos dezessete anos, em 1918.


Nascimento 3 de junho de 1901

Pilar, Brasil

Morte

12 de setembro de 1957 (56 anos)

Rio de Janeiro, Brasil

Nacionalidade Brasileiro

Ocupação Escritor e jornalista

Gênero literário Regionalismo

Movimento literário Modernismo (Segunda Geração)

Magnum opus Fogo Morto

Influências Raul Pompéia, Gilberto Freyre

                       Quem foi


José Lins do Rego Cavalcanti nasceu em 1901, no Estado da Paraíba, e morreu em 1957 na cidade do Rio de Janeiro.
Viveu a maior parte de sua vida em Recife, cidade onde se formou em Direito. A partir de 1936, passou a viver na cidade do Rio de Janeiro.
O dia a dia e os costumes tanto de Pernambuco quanto do Rio de Janeiro eram evidentes em suas obras literárias.
Ele deu início ao conhecido Ciclo da Cana-de-Açúcar com a obra: Menino de Engenho. Além deste livro, este notável escritor escreveu outros livros, como: Doidinho, Banguê, O Moleque Ricardo e Usina. Este último possui narrativa descritiva do meio de vida nos engenhos e nas plantações de cana-de-açúcar do Nordeste.
Em sua segunda fase, José Lins do Rego escreveu romances que tinham como tema a vida rural. Deste período, fazem parte as seguintes obras: Pureza, Pedra Bonita, Riacho Doce e Agua Mãe.
No ano de 1943 publicou o livro Fogo Morto, considerado a sua obra-prima; posteriormente escreveu Euridice, Cangaceiros, alguns ensaios, crônicas e outras obras.
Este notável escritor foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras e teve suas obras traduzidas para diferentes idiomas, entre eles, o russo. Antes de morrer, escreveu um livro de memórias chamado: Meus Verdes Anos.
Principais obras de José Lins do Rego

- Menino de engenho (1932)

- Doidinho (1933)

- Bangüê (1934)

- O Moleque Ricardo (1935)

- Usina (1936)

- Pureza (1937)

- Pedra bonita (1938)

- Riacho doce (1939)

- Fogo morto (1943)

- Eurídice (1947)

- Cangaceiros (1953)

- Gordos e magros (1942)

- Poesia e vida (1945)

- Homens, seres e coisas (1952)

- A casa e o homem (1954)

- Meus verdes anos (1956)

- O vulcão e a fonte (1958)

- Dias idos e vividos (1981)

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