03-09-2010 23:00

Clarice Jornalista

 

       Embora tenha se formado em Direito, Clarice Lispector nunca advogou, sobrevivendo basicamente do jornalismo e, acessoriamente, dos trabalhos de tradução. Em 1940, quando ainda cursava a faculdade, ela ingressou no Departamento de Imprensa e Propaganda para exercer, em princípio, a função de tradutora, mas findou sendo redatora da Agência Nacional. Sua primeira reportagem, “Onde se ensinará a ser feliz”, foi publicada em 19 de janeiro de 1941, no Diário do Povo, de Campinas (SP), relatando a visita da primeira-dama da República, Darcy Vargas, a um orfanato feminino. No ano seguinte, ela começou a trabalhar como redatora de A Noite e obteve seu registro profissional como jornalista, profissão que exerceria até dois meses antes de falecer, com o hiato forçado pelo período em que viveu no exterior como esposa do diplomata Maury Gurgel Valente.
       Durante os anos 50 e 60, Clarice escreveu, sob os pseudônimos de Teresa Quadros, Helen Palmer e como ghost-writer da atriz e modelo Ilka Soares, respectivamente, para os jornais Comício, Correio da Manhã e Diário da Noite. Os textos tratavam do universo próprio das mulheres da época, dando dicas de economia doméstica, receitas culinárias, saúde e comportamento. Passada esta fase das colunas femininas de contingência – reunidas nos títulos Correio feminino e Só para mulheres, organizados por Aparecida Maria Nunes –, Clarice Lispector teve papel de destaque no Jornal do Brasil, onde foi colaboradora na mesma época que Carlos Drummond de Andrade, assinando uma crônica semanal aos sábados, entre agosto de 1967 e dezembro de 1973. Os textos foram reunidos em livro por seu filho, Paulo Gurgel Valente, em 1984, na coletânea A descoberta do mundo.
       Paralelamente, obteve, a partir de 1968, grande sucesso como entrevistadora. Na revista Manchete, onde assinava a rubrica “Diálogos possíveis com Clarice” e, depois, na revista Fatos & Fotos, também pertencente à Editora Bloch, onde sua derradeira contribuição saiu em outubro de 1977, menos de três meses antes de sua morte, ocorrida em dezembro do mesmo ano. Colaborando ainda nesse seu último ano de existência com o jornal Última Hora, onde passara a publicar suas crônicas no mês de fevereiro. As entrevistas de Clarice foram coligidas nos livros De corpo inteiro e Entrevistas, ambos integrantes do catálogo da Editora Rocco.

 

Coisas do Grande Ponto

 
A carteira de Clarice, do Sindicato dos Jornalistas, com o sobrenome de casada
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Clarice "Gurgel" Lispector
30 anos depois da morte da autora da “A hora da estrela”, seu último livro, descubro que Clarisse Lispector era minha prima por afinidade. Ela foi casada durante 16 anos com o primo diplomata Maury Gurgel, vivendo na países da Europa e nos Estados Unidos. Os 30 anos de morte têm sido oportunos para a releitura das obras da autora; eventos espalham-se pelo país, incluindo a exposição no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, que em setembro chegará ao Rio.
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Morre Jaime Lúcio
Foi encontrado o corpo do teatrólogo Jaime Lúcio, 63 anos, que faleceu ontem em casa, cuja causa ainda é desconhecida. Jaime Lúcio fez história nos anos 70, com o grupo teatral Nuvem Verde e a banda Gato Lúdico.

Veja matéria completa do jornalista Alex de Souza, no NoMinuto
Veja matéria na íntegra
Veja o vídeo de um dia a poesia com Jaime Lucio, em 1996.
Assista ao vídeo
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Pedrinho no Seis & Meia
o compositor potiguar Pedro Mendes se prepara para lançar o quinto disco de estrada, chamado “Fera Nova”, mesmo nome de sua canção gravada por diversos músicos da cidade e do Brasil. Com 27 anos de carreira, Pedrinho imortalizou Natal na sua canção “Linda Baby”. Seus Cds anteriores, “Esquina do continente”, “Um Pedro a mais”, “Cantam-me” e “Canto-os”, trazem composições e interpretações que Pedrinho mostra hoje, nos palcos do Teatro Alberto Maranhão, a partir das 18h30.

O show nacional na linha da jovem guarda, Wanderléa fará sua apresentação também lembrando um pouco da carreira, quando começou em 1950 em programas infantis de calouros na Rádio Mayrink Veiga, do Rio de Janeiro. Em 1965, com Roberto e Erasmo Carlos, plantou a semente da jovem guarda com o programa exibido aos domingos pela TV Record de São Paulo. Nesse período atingiu o auge de sua carreira e, pela performance peculiar na interpretação do então hit em todas as paradas de sucesso, a música “Ternura”, ganhou o apelido de Ternurinha, pelo qual é conhecida até hoje.

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Qual dessas alternativas mais se reflete ao livro laços de familia de Clarice Lispector?

Um livro narrativo com varias emoções em decorrer de suas historias . (101)
80%

Um livro q situa-se confluência de paradigmas, a cena de realismo, naturalismo e a do romantismo. (26)
20%

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